O projeto de pesquisa Rede de Soberania em Movimento aborda a crescente influência das grandes empresas de tecnologia (big techs) na sociedade digitalizada, especialmente no setor educacional. A proposta foca na soberania digital, questionando a dependência das instituições educacionais de tecnologias proprietárias e estrangeiras, e busca promover a adoção de tecnologias livres e abertas.

O problema central é a colonização da educação pelas big techs, que controlam plataformas e serviços educacionais, limitando a autonomia das instituições e dos usuários. A importância do estudo reside na necessidade de desenvolver e prototipar uma infraestrutura digital soberana que proteja os dados e promova a independência tecnológica. A questão específica a ser investigada é:

Como construir um ecossistema educacional soberano a partir da adoção de tecnologias livres e abertas, considerando os aspectos teóricos e práticos da integração ética e criativa das tecnologias digitais nos processos educacionais?

O projeto é plausível e justifica-se com base na crescente dependência das instituições educacionais de serviços tecnológicos de grandes corporações, como Google e Microsoft, e a necessidade de alternativas que garantam a soberania digital e a proteção de dados. A metodologia do projeto é qualitativa, utilizando pesquisa-ação e pesquisa ativista. As frentes de trabalho incluem o desenvolvimento conceitual, tecnológico, de políticas públicas e de comunicação pública. Serão mapeados estudos e experiências sobre soberania digital, realizadas escutas sensíveis com instituições e coletivos, e prototipadas infraestruturas sociodigitais federadas. A análise dos dados será feita em rede, utilizando Análise Textual Discursiva. O projeto visa criar subsídios teóricos e práticos para políticas públicas que assegurem a integração ética e criativa das tecnologias digitais na educação, promovendo um ecossistema educacional soberano e emancipador.