Não é só de infraestruturas centralizadas que se faz tecnologia. Nos últimos anos temos visto um resgate das arquiteturas distribuidas, formadas por nós que se articulam, se conectam, se misturam para formar uma rede. Para os usuários a sensação é de unidade, porém, cada pessoa está com seus dados em um servidor específico, aquele no qual cada um confia.
Essa arquitetura permite uma combinação excelente: nós fortes, com suas especificidades, porém, articulados em rede, através de protocolos comuns. Além de uma arquitetura computacional, ela aponta para o que muitos de nós desejamos cultivar: territórios fortalecidos, com suas culturas, suas pessoas, suas problemáticas e caracteríticas, porém, não isolados, mas sim articulados em redes. Essa soma de territórios, nós de uma rede, faz crescer exponencialmente as possibilidades de aprendizados, misturas, pistas para fazer educações diferentes, respeitosas e emancipadoras.
Acreditamos que essa combinação dá um bom caldo para a construção da soberania, da autonomia não só de uma nação mas dos povos, das comunidades. Que soberania não se confunda com nacionalismo separatista. Pelo contrário, em um mundo tão complexo, só há um caminho para a soberania: territórios interagindo sobre bases comuns, sobre protocolos abertos!
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